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Hortas urbanas como ferramenta para o movimento ESG (Environmental, Social and Governance)


O termo Environmental, Social and Governance ou ESG apareceu pela primeira vez em 2005 em um relatório da ONU (Organização das Nações Unidas) que possuía o título "Who cares wins", ou em português " Ganha quem se importa" e é uma abordagem para avaliar o quanto uma empresa trabalha em prol de objetivos sociais para além da maximização de lucros. O relatório defende que a incorporação de fatores ambientais, sociais e de governança nos mercados de capitais faz sentido para os negócios e leva a mercados mais sustentáveis ​​e melhores resultados para as sociedades. Ele foi um dos pilares para o lançamento dos Princípios para o Investimento Responsável (PRI) na Bolsa de Valores de Nova York em 2006 e o ​​lançamento da Sustainable Stock Exchange Initiative (SSEI) no ano seguinte. Hoje, o PRI, apoiado pela ONU é uma iniciativa global com mais de 1.600 membros representando mais de US$ 70 trilhões em ativos sob gestão. O papel do PRI é promover a integração de ESG na análise e na tomada de decisões. Entre os fatores ESG mais relevantes como gestão da cadeia de fornecedores, tratamento dado aos colaboradores , construção de um ambiente de confiança e fomento de inovação, podemos destacar os fatores relacionados às mudanças climáticas.


Hortas, cultivo local e ESG O movimento para reduzir o caminho percorrido pelo alimento tem ganhado força e apoio de consumidores e produtores. Cultivar localmente o alimento é uma alternativa para redução da pegada de carbono, pois elimina as emissões geradas pelo transporte. Além disso, contribui para redução do desperdício de alimentos, aproxima o produtor do consumidor fornecendo maior transparência sobre a origem do alimento e ainda fornece um alimento com todo seu potencial nutritivo.


Alguns estudos apontam que o cultivo de hortas e a prática de habilidades manuais atuam na melhora da ansiedade, imunidade e até mesmo quadros depressivos.


Nesse sentido, trazer hortas para os espaços corporativos tem se tornado uma tendência e é uma ótima opção para contribuir com os fatores ESG. As hortas locais podem servir para abastecer a cozinha de refeitórios, inclusive possibilitando redução de custos e ser um ambiente de convivência e integração para os colaboradores. Em alguns casos, as hortaliças produzidas na empresa são distribuídas para os colaboradores como forma complementar de benefícios oferecidos. Há também a possibilidade de doação para comunidades locais e ainda parcerias para implementação de hortas em projetos sociais.

Em todas as formas aproxima-se a cidade da natureza promovendo um resgate de conhecimento sobre o alimento, contribuindo para uma sociedade mais sustentável e consciente. E no final, "ganha quem se importa" mas todos se beneficiam: empresas, colaboradores e sociedade.

Artigos utilizados como referência: https://www.forbes.com/sites/georgkell/2018/07/11/the-remarkable-rise-of-esg/?sh=6d11d7ec1695


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